Armário de mangueira de incêndio (RIA) aberto numa parede de betão
Legislação

Rede de Incêndio Armada: quando é obrigatória e como deve funcionar

O RT-SCIE define com precisão quando um edifício precisa de Rede de Incêndio Armada, que tipo de bocas-de-incêndio usar e como deve ser alimentada. Aqui fica o essencial.

Um extintor apaga um foco de incêndio pequeno. Para um incêndio já desenvolvido, a primeira linha de defesa de um edifício costuma ser a Rede de Incêndio Armada (RIA) — e a lei portuguesa é bastante específica sobre quando é obrigatória e como deve funcionar.

O que é a RIA

A Rede de Incêndio Armada é um sistema fixo de combate a incêndio, composto por bocas-de-incêndio ligadas a uma rede de abastecimento de água, prontas a ser usadas pelos ocupantes do edifício (bocas tipo carretel) ou pelos bombeiros (bocas tipo teatro). Está regulada pelo RT-SCIE — Portaria n.º 1532/2008, com as alterações da Portaria n.º 135/2020.

Quando é obrigatória

De forma resumida, o RT-SCIE exige rede de incêndio armada guarnecida com bocas-de-incêndio tipo carretel nas seguintes situações, entre outras:

  • Utilizações-Tipo II a VIII, XI e XII a partir da 2ª categoria de risco;
  • Utilização-Tipo II da 1ª categoria de risco, em espaços cobertos com mais de 500 m²;
  • Utilizações-Tipo I, IX e X a partir da 3ª categoria de risco;
  • Locais que possam receber mais de 200 pessoas.

Redes secas, húmidas e centrais de bombagem

Consoante a categoria de risco, a rede pode ser seca (sem água em permanência, alimentada pelos bombeiros no momento) ou húmida (permanentemente carregada, com um depósito próprio e central de bombagem). A partir da 3ª categoria de risco, a exigência passa geralmente para rede húmida, com bombagem própria e possibilidade de alimentação alternativa pelos bombeiros.

As centrais de bombagem que alimentam a RIA são, em si mesmas, um local de risco (risco "F") segundo a legislação — o que significa que têm exigências próprias de resistência ao fogo e de acesso.

Manutenção: não é só instalar

Tal como os extintores, a RIA precisa de verificações periódicas — pressão, caudal, estado das mangueiras e das bocas-de-incêndio, funcionamento da central de bombagem. Uma rede que "está lá" mas nunca foi testada pode falhar precisamente no momento em que mais se precisa dela.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não substitui a consulta da legislação em vigor nem aconselhamento técnico especializado para o seu caso concreto. A SEGMON pode ajudá-lo a aplicar estes requisitos à realidade do seu edifício — fale connosco.

Precisa de apoio com este requisito?

A nossa equipa trata disto por si, do diagnóstico à implementação.

Ver Rede de Incêndio Armada Pedir orçamento
Outros artigos